O nosso ar está acabando

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Jeffrey Durden representando o esgotamento do planeta Terra
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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Com surto de diarreia, Caruaru faz pente-fino em caminhões-pipa


Com mais de 12 mil casos confirmados de diarreia neste ano, Caruaru, no Agreste pernambucano, decidiu intensificar a fiscalização dos caminhões-pipa que entram na cidade. Bloqueios permanentes são realizados em vários pontos do município. A medida foi adotada pela Departamento de Vigilância Sanitária após motoristas serem flagrados tentando driblar as blitzes.
A notificação do aumento de casos de diarreia foi feita em março pelas Unidades de Sentinela (policlínicas e postos de saúde), responsáveis por diagnosticar, investigar e notificar doenças confirmadas no município. Apesar de a causa do surto não ter sido até agora identificada, a Prefeitura resolveu tomar algumas medidas de precaução, entre elas o controle dos carros-pipa.
Segundo o diretor do Departamento de Vigilância Sanitária, Paulo Florêncio, muitos pipeiros começaram a driblar as fiscalizações. “Resolvemos, então, adotar fiscalizações permanentes. Temos três equipes no período da manhã e da tarde percorrendo a cidade de Caruaru e área rural. Assim que veem um carro-pipa, eles abordam o motorista e verificam se o cadastro na Secretaria da Saúde é atualizado, qual a fonte da água, o teor de cloro e a turbidez do líquido”, afirma.
Todos os veículos precisam estar adequados às normas exigidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Se a equipe encontra alguma irregularidade, é feita uma advertência. Caso o transportador seja reincidente, ele é multado. A multa varia de R$ 200 até R$ 2 mil. Se necessário, a Vigilância vai até a fonte da água, colhe algumas amostras e leva para análise.
Paulo Florêncio diz que o número de equipes pode ser insuficiente para Caruaru, mas garante que os resultados são satisfatórios. “Os vigilantes têm outras tarefas, mas, com um pouco mais de esforço, eles conseguem dar conta”, diz. Atualmente, são 60 carros-pipa cadastrados. Estima-se que 40 estejam irregulares.
A coordenadora do Departamento de Vigilância Sanitária, Alba Cristina, ressalta, no entanto, que não há certeza se a água fornecida pelos carros é a principal fonte de contaminação. “Muitos fatores podem ter contribuído para este surto de diarreia. O que não podemos é confirmar que a causa foi especificamente a água dos barreiros que também abastecem os bairros”, diz. De acordo com ela, outro fator que dificulta a identificação das causas da diarreia é que não existe uma faixa etária especifica ou uma localidade com um número relevante de casos.
Enquanto Caruaru registra 12 mil casos de diarreia, o estado de Pernambuco contabiliza 130 mil doentes, segundo a Secretaria Estadual da Saúde. Seis mortes já ocorreram em razão da doença.

Sintomas e tratamento
Frequentes idas ao banheiro, dores de barriga, enjoos, tonturas e perda de consistência das fezes (aguadas) são alguns dos sintomas da diarreia. A consequência mais preocupante é a desidratação, que em crianças e idosos é mais comum. Em casos mais graves, a doença pode levar à morte.
“Nunca passei tão mal na vida. No começo lá em casa ninguém levou a sério, mas depois de passar quatro dias com dores fortes na barriga, tontura e diarreia, não aguentei e fui hospitalizada”, lembra a professora-intérprete Fabiana Feitosa, de 35 anos.
Mesmo depois de receber alta do hospital e fazendo tratamentos com antibióticos, a professora diz ter continuado a passar mal. “Vim sentir uma melhora depois de sete dias. Fiz uso de antibióticos porque o médico insistiu na hipótese de que eu tinha comido algum alimento estragado, mas só faço minhas refeições em casa e tenho certeza de que não foi por causa da alimentação. Gostaria muito de saber qual a real causa deste surto. Até minha mãe teve diarreia”, afirma.
O clínico geral André Muniz esclarece que muitos fatores podem causar a diarreia. Entre eles estão: alergia a alguns medicamentos (antibióticos e antirretrovirais) e doenças inflamatórias intestinais. Na diarreia viral a transmissão em lugares fechados é mais comum. “As pessoas também devem ter muito cuidado com a higiene dos alimentos e das mãos. Às vezes, pela pressa do dia a dia elas deixam esses detalhes passar, principalmente, quem faz as refeições fora de casa, já que desconhecem a origem dos alimentos. Sem esses cuidados, as pessoas ficam mais suscetíveis às infecções virais.”
Na maioria dos casos o único tratamento necessário é a reposição de líquidos, para evitar a desidratação. Alimentos gordurosos, café, leite, bebidas alcoólicas devem ser evitados. é recomendada uma alimentação leve à base de frutas, chás e sopas. “Jamais a pessoa que está doente deve fazer uso de remédios antidiarreicos, esses que fazem a diarreia parar. Tem sempre alguém que oferece para ajudar a pessoa, mas nós não fazemos essa indicação ao paciente. Na dúvida, sempre procurar atendimento médico para evitar que o caso se agrave”, reforça.
Voz do blogueiro: Como quase tudo que acontece no Brasil, mais ainda no Norte/ Nordeste, não dará em nada! Os tais "pipeiros" (como são chamados quem distribui água através dos caminhões), continuarão burlando a fiscalização colocando em risco a saúde dos consumidores e pior, ficando "as escondidas" da Vigilância Sanitária.
As autoridades devem controlar essa situação e aumentar a vigilância, autuando com penas severas os responsáveis.
Postado por Juliano Ciasca Giaretta

 

 

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Londrinos vão beber água reciclada do esgoto

Preocupada com aumento da população da região metropolitana de Londres, além das consequências da degradação ambiental, empresa Thames Water estuda reciclar água do esgoto, a fim de garantir o abastecimento no futuro

Algumas estimativas indicam que o verão vai se tornar mais quente e seco e o inverno, mais úmido e com tempestades mais intensas em diversas regiões do mundo. Além disso, as grandes cidades tendem a ficar mais populosas, tendo como uma de suas consequências uma demanda maior por produtos naturais, como a água. A Thames Water, empresa de água que abastece a cidade de Londres, na Inglaterra, e outros municípios ao seu redor, prevê que atenderá aproximadamente 10,4 milhões de pessoas em 2014, o que significará um aumento de 230 a 340 milhões de litros por dia (atualmente, a população atendida é de 9 milhões).
Para garantir um abastecimento adequado, a empresa pretende consertar canos com vazamentos, instalar medidores de água em cada edifício e incentivar as pessoas a reduzirem seu consumo diário de 160 para 150 litros de água. No entanto, a Thames Water acredita que esses procedimentos não serão suficientes para atender a demanda esperada para daqui a 10 anos e por isso desenvolveu uma nova estratégia, que consiste em reciclar a água do esgoto, a fim de oferecer água potável em quantidade suficiente.
A reciclagem da água será feita por meio da hidrólise térmica, em que o lodo do esgoto é colocado em um recipiente que simula uma grande panela de pressão. Em seguida, sob alta temperatura e pressão, a tampa é aberta e as células das bactérias estouram, o que ocasiona a desintegração e dissolução das estruturas celulares.  Contudo, essa nova estratégia esbarra na “rejeição psicológica do consumidor”, segundo alguns pesquisadores, bem como nos perigos de a água ser inserida nos rios sem um tratamento prévio adequado, o que é altamente danoso quando se trata de produtos farmacêuticos presentes no esgoto, pois eles são mais resistentes à quebra de moléculas.
No mundo
Tratar água do esgoto, a fim de torná-la própria para consumo não é algo tão novo assim. Israel, por exemplo, é o maior reciclador de águas residuais do mundo: 70% de suas águas residuais são tratadas e reutilizadas como água de irrigação para os campos e obras públicas. Já no condado de Orange, na Califórnia, Estados Unidos, a água reciclada do esgoto é utilizada para consumo próprio. Isso porque o lençol freático que abastece a região foi demasiadamente explorado pela irrigação de plantações de laranja, de modo que, com a diminuição do nível do aquífero, o sal do Oceano Pacífico começou a se infiltrar por lá.
 

No Brasil, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) firmou uma parceria com algumas empresas e criou, em 2012, a Aquapolo Ambiental, que tem como objetivo fornecer às indústrias petroquímicas alocadas no distrito de Capuava, em Mauá-SP água obtida através do tratamento de esgotos. Atualmente, o Aquapolo fornece 650 litros de água por segundo, mas espera-se que o número passe para mil litros por segundo em 2016.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Seis de dez restaurantes de “fast-food” na Inglaterra têm mais bactérias no gelo do que no vaso sanitário

O gelo de seis de dez restaurantes analisados no Reino Unido tem mais bactérias do que a água do vaso sanitário, segundo um artigo publicado pelo jornal sensacionalista Daily Mail. As empresas implicadas nesta investigação, entre as quais vários “franchisings” de “fast-food”, anunciaram já que vão rever os seus procedimentos de limpeza assim como a formação do pessoal nesta área.
Os testes realizados demonstraram que o gelo do McDonalds, Burger King, KFC, Starbucks, Café Rouge e Nando – seis dos dez restaurantes analisados – tinham mais bactérias do que as amostras de água retiradas dos vasos sanitários. Os cientistas atribuem esses resultados ao fato das banheiros serem limpos mais vezes do que as máquinas de gelo.

Não há, no entanto, um “perigo imediato para a saúde pública”, apesar de quatro destes restaurantes terem uma quantidade suficiente de micróbios consideradas como um risco higiênico, segundo o laboratório que fez as análises. O mesmo diz que a as amostras analisadas revelam falta de higiene.
“É fácil esquecer que o gelo pode ter bactérias porque se acredita que é demasiado frio para os germes; mas esta crença está muito distante da realidade”, explicou ao jornal inglês a ex-diretora do Laboratório britânico da Agência de Proteção da Saúde, Melody Greenwood.
Disponível em: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=57884&op=all

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Água de torneira pode conter menos bactérias que a água mineral

Estudo revela que água de torneira pode conter menos bactérias que o índice encontrado em embalagens de água mineral. A pesquisa avaliou a qualidade de três marcas de água mineral e detectou níveis preocupantes de bactérias em galões de 20 litros antes do vencimento do prazo de validade. Em alguns casos, isso ocorreu já nos primeiros dias após o envase.
Os números são resultado do trabalho da pesquisadora Maria Fernanda Falcone Dias, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unesp em Araraquara. Ela analisou o conteúdo de garrafas de meio litro e de 1,5 litro em 11 ocasiões ao longo de um ano, prazo recomendado para o consumo. Já os garrafões de 20 litros passaram por cinco testes, realizados ao longo dos 60 dias de validade do produto. Ao todo, foram 324 amostras de seis marcas (não relevadas pelos autores). Além da Contagem de micro-organismos Heteretróficos em Placa (CHP), foram analisados os índices de coliformes fecais e totais e de bactérias como a Escherichia coli e a Pseudomonas aeruginosa, que podem causar diarreia e infecções, principalmente em crianças, gestantes e idosos.



Os resultados mostraram que, dos três tipos de garrafa d´água, o de 20 litros foi o que apresentou mais problemas de contaminação. Em dois terços dos 60 garrafões analisados foi encontrada contagem superior a 500 UFC/ml - às vezes chegando a 560 mil unidades formadoras de colônia por mililitro de água (UFC/ml), mais de mil vezes acima do padrão aceitável para a água de abastecimento.

Em dois desses galões foram detectadas ainda a bactéria P. aeruginosa e outras do chamado grupo dos enterococos. A primeira é um ser oportunista que pode agravar o estado de saúde de quem tem o sistema imunológico comprometido. As últimas costumam ser usadas como indicadores de contaminação por esgoto.

A portaria de 2011 do DNPM determinou prazo de validade de três anos para os galões retornáveis de 10 e 20 litros. Segundo os integrantes da pesquisa, a contaminação geralmente decorre de falhas de higienização na indústria. " Não adianta reutilizar (o garrafão) por um prazo limitado se ele não for lavado a cada vez que é usado."

Esse tipo de contaminação pode ocorrer ainda na fonte, mas é mais comum durante ou após o envase. O próprio ambiente, as embalagens e as tampas são potenciais moradas dessas bactérias. Os equipamentos usados no processo, bem como os reservatórios de armazenamento podem também abrigar populações de micro-organismos contaminantes.

Contaminação pelo sol
Outra possível fonte de contaminação (ainda que indireta) é a exposição ao sol. A radiação acelera a quebra de moléculas orgânicas presentes na água (em baixíssimas concentrações), que passam a ter o tamanho ideal para virar comida de bactérias. Com alimento disponível, elas se reproduzem e a população cresce. E então, quando morrem, servem de alimento para outras bactérias.

Esse ciclo de vida e morte é uma hipótese de trabalho. Em várias amostras, os pesquisadores observaram baixa concentração de micro-organismos nos primeiros dias após o envase, que por sua vez aumentou alguns dias depois, para em seguida voltar a ser baixa. " Por enquanto é apenas uma possibilidade, mas outros estudos feitos no exterior chegaram a resultados parecidos" , diz Maria Fernanda.

Ela alerta ainda para outro tipo muito comum de contaminação dos garrafões de água mineral (que ficou fora do escopo do estudo). Ocorre no local de consumo, mas pode ser facilmente evitado. "É preciso fazer a higienização correta não só do galão como do suporte" , diz. Tanto um como o outro devem ser lavados com água sanitária, ou, pelo menos, com água clorada e sabão, a cada troca do recipiente.


Padrões legais
Proveniente de fontes naturais, a água mineral não passa por nenhum tipo de tratamento. Deve ser livre de contaminação na origem e preservar suas características originais, o que inclui a presença de diversos sais e de uma fauna microbiana considerada benéfica à saúde humana. Geralmente em posse da iniciativa privada, as fontes de água mineral devem ter sua qualidade certificada pelo Departamento Nacional de Pesquisa Mineral (DNPM).

Já a água de abastecimento público, além de passar por tratamento químico e físico, tem sua qualidade obrigatoriamente verificada por análises microbiológicas antes de ser distribuída nas cidades. A principal é a CHP. Embora esse teste seja feito também na água antes do envase, a legislação só estabelece um valor máximo aceitável de 500 UFC/ml

para o líquido que vai para as torneiras. "Esse é o padrão internacional, que é seguido pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Mas já existe uma tendência mundial de adotar o mesmo limite máximo também para a água de garrafa", completa Maria Fernanda.
Fonte: http://www.jptl.com.br/?pag=ver_noticia&id=58240